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"Comboio de Sal e Açúcar" exibido nas estações ferroviárias de Ressano Garcia

A caravana, a ser organizada pela Associação Moçambicana de Cineastas e pela Ebano Multimédia, vai escalar 12 estações ao longo da linha de Ressano Garcia, num programa orçado em cerca de 20 mil dólares (17 mil euros)

O filme de ficção "Comboio de Sal e Açúcar", do cineasta moçambicano Lucínio Azevedo, vai ser exibido nas estações dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) na linha de Ressano Garcia, sul do país.

"A ideia é levar o filme para os pontos que nós usamos para fazer as gravações e, de certo modo, apresentar às populações o resultado", disse à Lusa Lucínio Azevedo.

A caravana, a ser organizada pela Associação Moçambicana de Cineastas e pela Ebano Multimédia, vai escalar 12 estações ao longo da linha de Ressano Garcia, na província de Maputo, num programa que está orçado em cerca de 20 mil dólares (17 mil euros).

Para Lucínio Azevedo, a iniciativa vai também descentralizar iniciativas cinematográficas, numa altura em que a província de Maputo tem apenas duas salas de cinema e que estão localizadas nas cidades de Maputo e Matola.

"É uma iniciativa muito importante, na medida em que leva o cinema às populações, que muitas vezes não têm tido acesso às salas de cinema", frisou o cineasta, lembrando que a intenção é levar este filme também para as linhas do centro e norte de Moçambique.

"Continuamos buscando parcerias para o projecto", declarou Lucínio Azevedo, destacando o apoio do Ministério da Defesa e dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), que disponibilizaram, respectivamente, armas e uma locomotiva para a gravação de "Comboio de Sal e Açúcar".

O filme resulta de uma adaptação do livro com o mesmo nome, escrito há 15 anos por Lucínio Azevedo e que narra a história de uma enfermeira que se apaixona por um militar durante a viagem de um comboio que, em plena guerra civil moçambicana, procura chegar ao seu destino sob iminente perigo de confrontos militares.

"Comboio de Sal e Açúcar" estreou-se recentemente em Maputo, tendo batido recordes de bilheterias em quatro semanas.

Antes da estreia, tinha passado por festivais e em Joanesburgo, na África do Sul, até foi distinguido com o prémio de Melhor Filme.

A película junta actores de Moçambique, Angola e Brasil e resulta de uma colaboração entre a Ukbar Filmes e a moçambicana Ébano Multimédia.

Lusa

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