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Grammys: Alteração na categoria Álbum do Ano impulsiona música clássica e jazz

O Grammy para Álbum do Ano, um dos prémios musicais mais prestigiados, terá este ano requisitos menos restritos para permitir que mais obras clássicas e de jazz possam competir na categoria.

A National Academy of Recording Arts & Sciences, formada por um grupo de profissionais da que votam nos prémios, anunciou a mudança na quarta-feira antes de começar o processo de nomeações para a 60ª edição dos Grammys, que decorrerá a 28 de janeiro de 2018.

Segundo regras pré-definidas, a Academia considerava possível concorrer à categoria de Álbum do Ano qualquer trabalho lançado no ano vigente, além de ter a duração mínima de 15 minutos e conter cinco ou mais faixas distintas.

Nesta edição, eliminou o requisito de cinco ou mais faixas caso o disco contenha 30 minutos ou mais de duração.

"A ampliação da definição [da categoria] permite que haja uma maior inclusão dos criadores de música que produzem faixas de maior duração, particularmente nos campos de música clássica, música de dança e jazz", informou a instituição em comunicado.

Na prática, os artistas pop e rock têm dominado essa categoria desde os anos 1960. Os últimos vencedores do prémio de Álbum do Ano foram dois grandes sucessos comerciais: o álbum "25", da britânica Adele, em 2017, e "1989", de Taylor Swift, em 2016.

O veterano do jazz Herbie Hancock (na foto acima) ganhou em 2008, embora com um álbum gravado com a cantautora folk Joni Mitchell.

A Academia da Música anunciou também que 13 mil pessoas poderão votar pela internet nesta edição, em vez de enviarem os seus votos por correio.

Os Grammy Awards comemorarão a sua 60ª edição realizando a cerimónia de entrega dos prémios em Nova Iorque, após mais de uma década com Los Angeles enquanto cidade anfitriã.

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