“Em Trânsito”, filme alemão realizado por Christian Petzold, inaugura, hoje, às 19h30, o 18.º Ciclo de Cinema Europeu, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo. A  sessão será antecedida por uma Cerimónia de Abertura com um espectáculo musical da banda Char Loca Jazz Quartet e um cocktail no jardim do Centro Cultural Moçambicano-Alemão.

Na conferência de imprensa realizada no último sábado,  a directora do CCMA explicou em linhas gerais como seria a décima oitava edição do evento. Visivelmente alegre pelo facto de a Embaixada da Alemanha e o seu Centro tomarem as rédeas do Ciclo este ano, Konstaze Kampfer agradeceu a participação dos 14 países europeus representados em Moçambique, e à União Europeia, por essa organização partilhada do evento que vai durar cerca de duas semanas – de 24 de Abril a 9 de Maio – em Maputo, e segue para Quelimane, para uma mostra de 3 a 9 de Junho.

Serão duas sessões por dia, prossegue Kampfer, uma às 17h00 e outra às 19h30. Todas a acontecer no Centro Cultural Franco-Moçambicano, local no qual, a cada edição, se cruzam aproximadamente quatro mil espectadores.

Coube à representante da Embaixada da França falar, de forma sucinta, sobre a viagem do Ciclo de Cinema Europeu – mais uma vez – à cidade do Carnaval, Quelimane. Astrid de Ramecourt tomou a palavra para referir que em Quelimane serão exibidos quatro filmes: três no espaço Ponto de Encontro e um na Universidade Pedagógica. Na sua curta intervenção, ficou aberta a possibilidade de exibição de mais filmes.

Nos anos anteriores, o Ciclo de Cinema Europeu visitou também a Cidade de Beira. Entretanto, devido ao ciclone Idai, que se abateu sobre Sofala e ceifou mais de 600 vidas, esta actividade, habitualmente organizada pelo CCP Camões daquela cidade, fica embargada.

Foi com um tom de tristeza, uma lamentação antes exteriorizada por Kampfer, que João Pignatelli disse que o Pólo da Beira serve neste momento de um centro de apoio consular e não existe disponibilidade para a exibição de filmes. Ainda assim, Pignatelli tem a esperança de que, talvez, mais para o fim do ano, já se possa levar os filmes para a população da Beira, pois olha para o cinema como um canal para a partilha de valores entre a Europa e Moçambique.