Joaquin Phoenix foi finalmente apanhado pelo mundo dos super-heróis. Ou, pelo menos, de um dos seus mais icónicos vilões.

Segundo o The Hollywood Reporter, o filme sobre as origens do Joker de uma forma mais dura e realista tem ordem oficial para avançar no estúdio Warner Bros e após muitas especulações desde fevereiro, o ator fechou o contrato e a rodagem começa já em setembro.

Na realização vai estar Todd Phillips, o mesmo da trilogia "A Ressaca" e cujo último filme foi "Os Traficantes" em 2016, com Miles Teller e Jonah Hill.

Foi ele que também co-escreveu com Scott Silver o argumento, descrito pela Warner como a "exploração de um homem desprezado pela sociedade [que] não é apenas um estudo corajoso de personagens, mas também um relato de caráter corajoso, mas também um conto preventivo mais amplo".

Este projeto tem vindo a ser descrito como uma saga de crime ambientada numa Gotham City do início dos anos 80, mais sombria e experimental em tom e conteúdo do que os dos filmes até agora inspirados pela DC Comics.

O orçamento andará à volta dos 55 milhões, consideravelmente menos do que é habitual para este género em Hollywood.

Não foi anunciada uma data de estreia, mas dependendo de vários factores, é concebível que ainda possa chegar aos cinemas no final de 2019.

Ainda sem título, o filme fará parte do Universo Cinematográfico da DC Comics que inclui títulos como "Liga da Justiça" e Mulher-Maravilha", mas não terá qualquer ligação com o atual Joker revelado por Jared Leto em "Esquadrão Suicida", que também terá direito a um filme só para si, atualmente na fase de desenvolvimento.

O que terá conquistado Joaquin Phoenix?

Há muitos anos que a estrela de "Walk the Line", de 43 anos e com três nomeações para os Óscares, é cobiçada para entrar em filmes de grande orçamento e, em particular, em adaptações de "comic books", mas resistiu sempre: recusou "Venom" mesmo no final do processo.

No início de abril, "obrigado" a dar entrevistas para promover os seus próximos filmes ("Maria Madalena", "You Were Never Really Here", "Não Te Preocupes, Não Irá Longe a Pé"), não conseguiu fugir (completamente) ao tema, ainda na fase dos rumores.

"Vejo-o como qualquer outro filme. Nunca diria... 'Não faço Westerns'. Depende do que é. Não me interessa realmente o género, o que me importa é a personagem e o realizador", explicou ao Fandango.

"Se se tem a capacidade de transcender o género, então é isso que se quer fazer. Portanto, não diria, de caras, não – não faço esse género de filme. Há coisas onde namorei a possibilidade de haver potencial  para ser... algo realmente interessante para mim. Mas depois, por uma razão ou por outra, nunca chegaram ao ponto em que todos os outros pensam da mesma forma. E isso é a chave. Toda a gente tem de querer explorar a mesma coisa ou então simplesmente não funciona. Não me oponho a isso. Não tomo decisões sobre orçamentos ou coisas do género – realmente é o realizador e a personagem", explicou.

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