"Banho da Purificação" de Daniel Tinga é o resultado do projecto que incluiu um atelier sobre jornalismo móvel promovido nos últimos seis meses pelo festival Maputo Fast Forward (MFF) e a Lusa, na Universidade Pedagógica, com o intuito de dinamizar a área e procurar novos talentos.

"Era importante dar o primeiro passo no sentido de ajudarmos a construir um ecossistema de informação que seja mais robusto, que tenha mais ligação com o que realmente acontece no terreno e que haja autonomia das pessoas, que estejam capacitadas para o fazer", referiu Rui Trindade, director de programação do MFF.

Um total de 20 participantes integraram ‘workshops’ sobre ‘storytelling' e produção de vídeo exclusivamente com dispositivos móveis - da filmagem à edição - que resultaram na produção de seis filmes, cada qual com dois a quatro minutos de duração, relacionados com questões identitárias e de mobilidade.

"O MFF pretende desenvolver projectos com maior duração, de longo prazo, não apenas o festival que acontece só uma vez por ano e, nesse sentido, temos vindo a desenvolver iniciativas" com parceiros, que visam "juntar jovens criativos de várias áreas e permitir-lhes ter capacidade e formação para que possam desenvolver autonomamente o seu trabalho", acrescentou.

O resultado do projecto Smartfilms esteve hoje em debate no segundo dia do festival MFF 2019, subordinado ao tema "Life Design - Identidade & Mobilidade no século XXI", que inclui um programa de actividades culturais que se prolonga até 10 de Novembro.

Além do festival anual, o Maputo Fast Forward apresenta-se como uma plataforma - no endereço maputofastforward.com - dedicada à criatividade e à inovação em Moçambique.

O certame pretende ser "um espaço de referência dedicado à reflexão, à apresentação de projectos e ideias, à análise de tendências e troca de experiências", levando à constituição de redes no âmbito da "nova economia do conhecimento", referem os promotores.

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