“Não cobramos entrada ao público e nem aos realizadores para a exibição dos seus filmes. É uma plataforma criada para eles”, disse o director criativo e executivo da iniciativa Shortcutz em Maputo, Carlos Osvaldo.

As sessões serão de filmes “feitos em Moçambique, por moçambicanos ou que pelo menos tenham atores ou actrizes do nosso país”, sublinhou.

O projecto Shortcutz, que nasceu há 10 anos em Lisboa, segue as pisadas de iniciativas semelhantes noutras cidades pelo mundo e vai arrancar na capital moçambicana com a apresentação do filme Nhenha do jovem realizador moçambicano André Bahule.

Trata-se de um documentário rodado no distrito de Mandlakazi sobre três gerações de mulheres que dançam Xingomana, ritual tradicional através do qual dão uma visão das mudanças que as mulheres conquistaram na comunidade.

A curta-metragem vai ser exibida “em ambiente informal”, num espaço de restauração do centro comercial Gloria Mal, na marginal de Maputo.

Segundo Carlos Osvaldo, a presença do realizador é obrigatória nas sessões, pois um dos objectivos da plataforma consiste em proporcionar um contacto directo entre o público e autores.

Para a organização do Shortcutz, o contacto “estimula a criação de redes e discussões entre profissionais, amadores, estudantes, amantes do cinema e o público”.

A plataforma promove a imagem dos autores para garantir apoios na produção de mais filmes moçambicanos, avançou o director.

“Que saiam mais filmes, o país precisa”, concluiu o director.

A rede Shortcutz existe em vários países e consiste em sessões regulares com entrada gratuita que acontecem em locais informais localizados em zonas urbanas.

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