Será "Captain Marvel (Capitão Marvel)" o filme que as salas de cinema estavam a precisar para afastar a crise?

Teve de ser a sempre fiável Marvel a dar um safanão nas bilheteiras americanas e de todo o mundo após dois meses de estreias abaixo das expectativas.

O novo filme de super-heróis, o 21º do estúdio controlado pela Disney e o primeiro em que uma mulher surge como realizadora (Anna Boden, em equipa com Ryan Fleck), arrecadou 153 milhões de dólares nos EUA [136 milhões de euros].

Este valor da estreia em março perde apenas para a versão em imagem real de "A Bela e o Monstro" (2017) e "Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça" (2016).

"Captain Marvel (Capitão Marvel)" estreou em todos os mercados importantes ao mesmo tempo com exceção do Japão, onde chega só no próximo fim de semana, conseguindo outros 302 milhões de dólares [268,45 milhões de euros].

Tudo somado, são 455 milhões de dólares [404,45 milhões de euros] e o maior valor de sempre para uma estreia global no mês de março e o sexto maior de todos os tempos.

O orçamento está estimado em 152 milhões, o que significa que já é um sucesso de bilheteira e apesar de não ter sido tão bem recebido pelos críticos como outros filmes, a estreia perdeu apenas para "Vingadores: Guerra do Infinito" (2017) e "Capitão América: Guerra Civil" (2016) no Universo Cinematográfico Marvel.

Liderado por Brie Larson, "Captain Marvel (Capitão Marvel)" também foi o segunda melhor estreia nos EUA para um filme apenas com uma protagonista feminina; a campeã continua a ser Jennifer Lawrence e os 158 milhões de "The Hunger Games: Em Chamas" em novembro de 2013.

A melhor estreia global de sempre no mês de março são boas notícias para as salas de cinema, mas principalmente nos EUA, onde "Captain Marvel" representou quase 75% de todo o negócio: antes deste fim de semana e à conta de várias desilusões  de bilheteira, as receitas estavam 27% abaixo das do ano passado, em que a Marvel lançou o fenómeno "Black Panther" (com "Captain Marvel", o valor agora é menos 21%).

Ainda não foram reveladas os números em Portugal, onde, segundo o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), a a exibição comercial de cinema também sofreu uma quebra de 21,3% em espectadores e receitas de bilheteira em janeiro e fevereiro, comparando com o mesmo período de 2018.