"Jurassic World: Dominion" é um dos grandes projetos de Hollywood que já retomou as filmagens nos estúdios Pinewood, nos arredores de Londres, após a paragem forçada por causa do COVID-19 em março.

"Somos as cobaias na linha da frente", explicou ao jornal The New York Times Bryce Dallas Howard, que regressa pela terceira vez como Claire Dearing no filme previsto para chegar aos cinemas a 10 de junho de 2021.

De scanners infravermelhos de temperatura às refeições seladas fornecidas por trabalhadores equipados atrás de divisórias de plástico, um manual com 107 páginas preparado pela Universal detalha os rígidos protocolos de segurança para a sequela de "Mundo Jurássico" (2015) e "Mundo Jurássico: Reino Caído" (2018).

O modelo já está a ser seguido para outros estúdios sob pressão, nomeadamente a Marvel, também regressarem ao trabalho em vários países, numa altura em que, como explicou um produtor, "é completamente impossível filmar onde quer que seja nos EUA" por causa da evolução da pandemia.

créditos: John Wilson/Universal Pictures e Amblin Entertainment

Cerca de 750 pessoas estão envolvidas no terceiro "Mundo Jurássico", que tem um orçamento de 200 milhões de dólares, mas o estúdio dividiu em duas categorias: a maior é composta pelos departamentos que não precisam ter acesso aos locais da produção quando decorrem as filmagens; enquanto outra, mais exclusiva e chamada de "Green Zone" [zona verde], junta realizador, atores (o grupo inclui ainda Chris Pratt, Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum, Jake Johnson e Omar Sy, entre outros) e apenas os técnicos essenciais, como operadores de câmara e departamento de som.

Bryce Dallas Howard compara o resultado ao dos "sets" fechados que existiam antes da pandemia, normalmente reservados para filmar as cenas físicas mais íntimas.

Serão também realizados 18 mil testes: as pessoas da zona mais exclusiva farão a despistagem às segundas, quartas e sextas, enquanto as outras com quem estão menos em contacto e podem usar equipamento protetor serão testadas menos vezes.

Segundo o jornal, um médico e quatro enfermeiros a tempo inteiro, outros médicos e 150 postos para desinfetar as mãos, além de um hotel de luxo inteiro alugado durante 20 semanas em exclusivo para a produção, contribuíram para aumentar os custos em nove milhões de dólares.

créditos: John Wilson/Universal Pictures e Amblin Entertainment

O realizador Colin Trevorrow revelou que a "ideia maluca" que teve de juntar toda a gente trouxe benefícios: por exemplo, os atores ensaiam aos domingos tudo o que vão filmar na semana a seguir, o que permite esclarecer antecipadamente as dúvidas que normalmente surgem antes das câmaras começarem a rodar.

Anteriormente habituada apenas a saber os seus diálogos antes de aparecer para trabalhar, Bryce Dallas Howard explicou ao jornal que os atores tiveram de perceber os protocolos antes de regressar: agora, ela sabe tudo, desde como colocar o seu próprio microfone à pessoa que faz a sua cama no hotel.

São protocolos que a atriz espera que se mantenham.

"Porque são melhorias. Nada parece uma redundância, nada parece uma contrariedade. De certa forma, é um ajuste de segurança que continua a parecer uma boa ideia num mundo em que exista uma vacina COVID", concluiu.

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