A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tem um novo presidente, que tranquilizou os puristas dos Óscares com a garantia de que não é preciso mudar a cerimónia televisiva.

Diretor de "casting" em mais de 80 filmes, incluindo "O Paciente Inglês", David Rubin foi eleito na terça-feira à noite e é o primeiro a chegar à presidência da sua área, que só teve direito a entrar na Academia em 2013.

David Rubin

O presidente cessante, o diretor de fotografia John Bailey, que atingiu o limite de mandatos, esteve no centro de várias polémicas, como a da criação da categoria do "Óscar mais popular", ideia abandonada menos de um mês após ser anunciada, ou o apoio à decisão de entregar estatuetas de algumas categorias durante os intervalos da cerimónia, que também acabou por cair poucos dias antes.

Questionado se as inovações que foram abandonadas voltarão a estar em cima da mesa, David Rubin mostrou-se vago.

"Estamos sempre a debater e sempre abertos a novas ideias e a reponderar ideias antigas. Sinto que é um diálogo que acontece em conjunto com os nossos parceiros na [estação] ABC. A nossa prioridade é preparar a homenagem mais atraente aos filmes do ano", explicou ao The Wrap algumas horas após a sua eleição.

"Acho que não é preciso mudar a cerimónia. Penso que queremos refletir o que quer que envolva o nosso público. E isso tem que fazer em cada ano com os próprios filmes, com a própria cultura. Esse nível de flexibilidade na produção da cerimónia dos Óscares é uma vantagem para todos", tranquilizou.

A próxima entrega das estatuetas está marcada para 9 de fevereiro, duas semanas mais cedo do que é habitual, e escolher o produtor para o evento é a grande prioridade do novo presidente.

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