Cinemas fechados, rodagens suspensas, festivais cancelados: numa indústria que não escapou ao impacto profunda do da COVID-19, o filme "Tenet" tem sido um farol de esperança.

Grande referência para um teste enorme ao regresso dos espectadores e ao próprio consumo de cinema em tempos de pandemia, até sexta-feira (11) o épico de espionagem de Christopher Nolan resistiu à vaga de adiamentos que afetou todos os filmes de Hollywood por causa da pandemia.

Apesar da alteração, o simbolismo permanece: a data de estreia passou de 17 para 31 de  julho.

Sobre o filme, pouco se sabe, além de que anda à volta de um espião trazido de volta dos mortos com o objetivo de ajudar a evitar uma Terceira Guerra Mundial muito pior do que o holocausto nuclear e que no elenco estão John David Washington, Robert Pattinson, Clémence Poésy, Martin Donovan, Elizabeth Debicki, Aaron-Taylor Johnson, Kenneth Branagh, Himesh Patel e Michael Caine.

De acordo com o relato de Kenneth Branagh, a trabalhar com o realizador pela segunda vez após "Dunquerque" (2017), sobre como o argumento de "Tenet" lhe chegou às mãos, o processo subtil de Christopher Nolan pode ajudar a perceber como, ao contrário dos filmes da Marvel ou "Star Wars", se tem mantido o secretismo na era das redes sociais.

"Bateram à porta, abri e lá estava um realizador de renome internacional chamado Chris Nolan. Tinha um envelope debaixo do braço e disse 'Vim entregar-te o argumento'. Mais personalizado do que isto é impossível", explicou ao Collider.

Para evitar o perigo de escaparem segredos, o ator quis saber como é falariam do projeto, ao que Nolan respondeu: "Dentro de 24 horas, telefono-te e falaremos disso".

O contraste não podia ser maior do que a experiência de Branagh com os acordos de confidencialidade ou salas fechadas para ler argumentos no Universo Cinematográfico Marvel: "Tão simples como isso. Ele diz 'Seria bom se pudéssemos guardar isso entre nós". Ninguém assina nada. É um aperto de mão e um nível de confiança".

Essa confiança só aumenta a precaução pessoal para manter o argumento fechado a sete chaves.

"Se se está a viajar para um local e a lê-lo... sinceramente, num filme do Nolan, pensa-se nisso primeiro do que no passaporte", conclui.

VEJA O TRAILER DE "TENET".

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