Lana Del Rey anunciou esta quinta-feira, dia 21 de maio, que irá lançar o seu novo álbum, o sucessor de "Norman Fucking Rockwell" (2019), a 5 de setembro. Os fãs ficaram felizes com a notícia, mas a data de lançamento ficou em segundo plano: a carta aberta publicada pela cantora tornou-se o centro das atenções, sendo um dos temas mais comentados no Twitter em todo o mundo.

No texto publicado no Instagram, a artista responde às críticas que têm sido feitas às letras das suas canções, defendendo-se de quem a acusa de "glamorizar" as relações abusivas.

"Agora que Doja Cat, Ariana, Camila, Cardi B, Kehlani e Nicki Minaj e Beyoncé conseguiram conquistar o primeiro lugar com canções sobre ser sexy, estarem nuas, traições, etc - posso cantar sobre sentir-me bonita por estar apaixonada, mesmo que a relação não seja perfeita, ou sobre dançar por dinheiro - aquilo que eu quiser - sem que seja crucificada ou sem que digam que estou a romantizar comportamentos abusivos?", começou por escrever.

No texto, Lana Del Rey frisa que está farta que "compositoras e cantores alternativos" digam que torna "a violência numa coisa glamorosa" quando, na verdade, é uma "pessoa glamorosa a cantar sobre as relações abusivas que existem em todo o mundo".

"Foram dez longos anos de críticas da treta até recentemente. Aprendi muito com isso, mas também acho que abri caminho para outras mulheres, para que parassem de pôr uma cara alegre e que pudessem dizer o que querem nas suas canções - ao contrário da minha experiência. Se expressasse uma nota de tristeza nos meus primeiros dois discos, era considerada uma histérica dos anos vinte", sublinhou.

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