“Temos dados que indicam que, de cerca de 1.449 estabelecimentos da indústria cultural e criativa, 900 estão encerrados, afetando 5.442 trabalhadores”, referiu a governante, citada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Segundo a ministra, estão a ser desenvolvidas "várias atividades" para tentar aliviar o impacto das restrições e ressuscitar o setor.

Materula falava na quarta-feira na cerimónia de abertura de um seminário de capacitação dirigida a profissionais do setor em matérias de gestão e marketing, em Maputo.

A formação vai também abranger as cidades da Beira e Nampula, prevendo-se que venha a beneficiar cerca de mil pessoas.

"Nunca poderemos fazer parte de uma sociedade ou da indústria cultural e criativa se não soubermos gerir a nossa carreira" ou "se não soubermos a importância de estarmos inscritos no sistema de segurança social”, afirmou.

A ministra anunciou ainda que o processo de auscultação para atualizar a lei de direitos de autor já se encontra na fase conclusiva.

“Estamos, neste momento, a caminhar a passos largos para o final desta revisão”, disse.

Após cinco meses de estado de emergência, iniciados em abril, para prevenção da COVID-19, Moçambique passou a estar em estado de calamidade desde 07 de setembro e por tempo indeterminado.

Está previsto um alívio gradual de algumas restrições, mantendo-se a obrigatoriedade do uso de máscara, entre outras medidas sanitárias.

Moçambique regista um total acumulado de 4.764 casos de infeção pelo novo coronavírus, com 28 mortes e 2.763 recuperados.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.