Jennifer Holliday seria uma das poucas artistas negras a subir ao palco. A apresentação acontece na próxima quinta-feira, no Lincoln Memorial, em Washington, a 3 km do Capitólio. É lá que acontece, na sexta-feira, a cerimónia de tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos.

Premiada com um Tony Award em 1982 pela comédia musical "Dreamgirls", Holliday também é conhecida pelas suas gravações de Rythm and Blues e de Pop e é muito respeitada pela comunidade homossexual.

O musical inspirou o filme "Dreamgirls", de 2006, com as cantoras americanas Beyoncé e Jennifer Hudson nos principais papéis.

Na sua carta aberta publicada este sábado no "site" The Wrap, ela explica que decidiu não cantar no concerto depois de ter lido uma notícia na página online The Daily Beast intitulada "Jennifer Holliday cantará na posse de Trump, o que parte o coração dos seus fãs gays".

"Agora a minha única opção é posicionar-me ao lado da comunidade LGBT e afirmar que NÃO CANTAREI NO CONCERTO DE BOAS-VINDAS, NEM EM QUALQUER OUTRA CELEBRAÇÃO DA TOMADA DE POSSE", escreveu - assim mesmo, em letras garrafais.

"Apresento as minhas sinceras desculpas pelo meu erro, por não ter tido informação suficiente sobre os problemas que afetam cada americano neste período crucial da história e por ter causado tanto constrangimento e sofrimento aos meus fãs", continuou, ressaltando que a sua participação no concerto seria apenas para "respeitar a minha tradição de ser um 'pássaro cantor apolítico'".

Muitos fãs lamentaram a sua anunciada participação na festa. A equipa de Trump tem vindo a ter dificuldades para montar o alinhamento do concerto, já que vários artistas já manifestaram a sua insatisfação e rejeição nas redes sociais.

"Que #JenniferHolliday cante na tomada de posse de Trump é uma traição para a nossa comunidade artística diversa", partilhou um fã, após o anúncio da sua presença, implorando de seguida: "Reconsidere a sua decisão".

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