Normal
0

21

false
false
false

PT
X-NONE
X-NONE

/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:"Table Normal";
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-priority:99;
mso-style-parent:"";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin-top:0cm;
mso-para-margin-right:0cm;
mso-para-margin-bottom:8.0pt;
mso-para-margin-left:0cm;
line-height:107%;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:11.0pt;
font-family:"Calibri",sans-serif;
mso-ascii-font-family:Calibri;
mso-ascii-theme-font:minor-latin;
mso-hansi-font-family:Calibri;
mso-hansi-theme-font:minor-latin;
mso-fareast-language:EN-US;}

“Andámos a perguntar a pessoas que estudaram e fizeram traduções literárias, e não existe menção a um trabalho ou ficção curta com tantas traduções”, refere Moses Kilolo à revista Quartz Africa, editor-chefe do colectivo Jalada Africa, grupo pan-africano que se tem dedicado a traduzir a fábula criada por Thiong’o, além de outras obras de autores do continente.

Inglês, francês, espanhol, nepalês, árabe, somali, shona, africânder e até português. Estas são algumas das diversas línguas em que se pode ler a pequena história. Originalmente escrito em kikuyu (uma língua bantu), a fábula, que começa com um invariável “Há muito tempo”, remete-nos para uma época imaginária em que “os seres humanos andavam de gatas, assim como todos os outros animais”, o que os tornava “mais rápidos do que a lebre, o leopardo ou o rinoceronte”. O problema surge quando as outras partes do corpo começaram a ter inveja e ressentimento em relação a eles, apesar de serem as mãos e as pernas que os levavam a todo o lado. Eis, então, que decidem conspirar contra os dois pares, com toda a trama a desenrolar-se. No fim, chegam à conclusão de que “cada órgão tinha que funcionar bem para que todos funcionassem bem”. Ao fim e ao cabo, “o corpo era eles todos”, uma constatação que levou a uma “revolução vertical”, com todos a decidirem que a partir de então andariam de pé.

Não obstante, é difícil provar que estamos perante a curta história, escrita por um africano, mais traduzida de sempre. Tal como refere a Quartz Africa, a maior parte das bases de dados referentes a obras traduzidas incide sobre livros, não sobre histórias curtas: o mesmo se passa com uma das mais importantes, a UNESCO Index Translationum.

Aparte esta dúvida, para Ngũgĩ wa Thiong’o, com 78 anos e uma longa lista de novelas e peças escritas desde a década de 1970, muitas delas premiadas, o grande objectivo, com a fábula que escreveu, era o de dar a conhecer uma história “que pudesse ser lida pela sua própria beleza e contada em diversas línguas, em diferentes culturas e ainda assim manter a sua magia”, refere Moses Kilolo

A Revolução Vertical

Normal
0

21

false
false
false

PT
X-NONE
X-NONE

<!--[if gte mso 9]>