A polémica autobiografia de Woody Allen, "A propósito de nada", que foi inicialmente recusada pelas editoras norte-americanas devido às acusações de abuso sexual que impendem sobre o autor, chega às livrarias portuguesas no dia 23 de julho, publicada pelas Edições 70, do grupo Almedina.

Outra novidade a chegar este mês às livrarias é “Mary Ventura e o Nono Reino”, de Sylvia Plath, conto escrito em 1952 - quando a autora tinha 20 anos e pouco antes da sua primeira tentativa de suicídio -, que se manteve inédito durante mais de 60 anos, até ser publicado pela primeira vez em 2019, e que só agora chega a Portugal, pela mão da Relógio d’Água.

Esta história, definida pela própria autora como “uma fábula simbólica e obscura”, que parece refletir o que a autora viveu nesse ano tumultuoso, foi rejeitada na época em que foi escrita, por uma revista em que Sylvia Plath a tentou publicar.

Desde então permaneceu desconhecida do público, até ao ano passado, quando foi publicada pela primeira vez, nos Estados Unidos. Chega agora a Portugal pela Relógio d’Água, que já tem no seu catálogo o romance “A campânula de vidro”, o livro de contos “Zé Susto e a bíblia dos sonhos”, e os livros de poesia “Ariel” e “Três mulheres”.

A mesma editora vai publicar também “Primeiros Contos e Outros Contos”, de Agustina Bessa-Luís, “Os Teus Passos na Escada”, de Antonio Muñoz Molina, “A Ladra de Fruta”, de Peter Handke, ou “Como a Água Que Corre”, de Marguerite Yourcenar, entre outros títulos.

Ainda no campo das novidades, chega este mês “Flecha”, o novo livro e primeiro romance da escritora portuguesa Matilde Campilho, que já se afirmara anteriormente como autora de poesia com o seu livro de estreia, “Jóquei”, ambos editados pela Tinta-da-China.

A mesma editora vai lançar também em livro a compilação de reportagens que Catarina Gomes fez para o jornal Público, que resgatam do esquecimento a vida dos doentes do hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, através dos objetos pessoais que ficaram lá esquecidos. O título do livro é “Coisas de Loucos” e inclui as fotografias das reportagens, da autoria de Paulo Porfírio.

O grupo Bertrand Circulo tem várias publicações previstas para este mês, entre as quais se destacam o novo romance de José Eduardo Agualusa, “Os vivos e os outros”, um livro de histórias de Bruno Vieira Amaral, intitulado “Uma ida ao Motel", ambos da Quetzal, “Escrever”, de Stephen King, e “A Menina com os Olhos Ocupados”, primeiro livro infantil escrito e ilustrado por André Carrilho, ambos da Bertrand Editora.

“A Casa Alemã", de Annette Hess, “Os Guardiões”, de John Grisham, e “O Infame Dicionário Cómico de Língua Portuguesa", de Eduardo Madeira, são outros dos destaques da Bertrand.

A Porto Editora lança “No Bicentenário da Revolução Liberal”, de Vital Moreira e José Domingues, e a Livros do Brasil publica “O Crime do Dragão”, de S.S. Van Dine, na Coleção Vampiro, além de “O Crime do Padre Amaro” e “A Relíquia”, de Eça de Queiroz.

No mesmo grupo editorial vão sair “Vidas adiadas”, o novo 'thriller' psicológico de Dorothy Koomson, e “A morte e outros finais felizes”, um livro que retrata os noventa dias que uma doente terminal teve para se despedir da vida, mas escrito com muito humor.

Pela Presença, chega a Portugal o mais recente romance de Elif Shafak, “10 minutos e 38 segundos neste mundo estranho”, que olha para o mundo das vítimas de violência sexual, e que foi finalista, no ano passado, do Prémio Booker.

Neste romance, o leitor mergulha na mente de uma trabalhadora sexual, que está a morrer num contentor de lixo nos arredores de Istambul.

No grupo Penguin Random House, o destaque vai para “Olive Kitteridge”, romance de Elisabeth Strout, vencedor do Prémio Pulitzer - e já adaptado a uma série de televisão vencedora de um Emmy -, a ser editado pela Alfaguara, e a biografia da cantora Billie Eilish, que será publicado pela Nuvem de Tinta.

A Cavalo de Ferro publica “Outrora e Outros Tempos”, um novo livro da Prémio Nobel de Literatura Olga Tokarczuk, romance histórico, filosófico e mitológico, que foi o seu primeiro sucesso.

Pela Elsinore sai “Quem matou o meu pai”, de Édouard Louis, escritor que relata o retorno à sua cidade natal e à casa paterna, numa das regiões mais pobres de França, numa viagem a um passado assombrado pela presença de um pai que era a expressão da virilidade mantida pela violência, e pela vergonha de um filho diferente, efeminado e inteligente.

A D. Quixote vai lançar “As Sílabas de Amália”, de Manuel Alegre, um tributo a Amália Rodrigues, no centenário do seu nascimento (23 de julho), que inclui os poemas do autor que a fadista cantou, dois inéditos dedicados a Amália, dois textos em prosa e vários outros poemas sobre o fado, a maioria dos quais nunca antes publicados.

“As Sílabas de Amália”, “testemunho da relação de convívio e amizade de Manuel Alegre com Amália Rodrigues e com Alain Oulman”, o compositor que marcou a carreira de Amália a partir da década de 1960, e de um álbum como "Com que voz", vai ser publicado em livro e em audiolivro, lido pelo próprio autor.

A mesma editora publica também “Regresso a um Cenário Campestre”, poesia de Nuno Júdice, livro que começou a ser escrito nos últimos meses de 2019 e terminou na transição da epidemia para a pandemia, já em 2020.

A Planeta vai lançar “A Minha Querida Rose Gold”, livro de estreia de Stephanie Wrobel, que já tem os direitos vendidos para 25 países, sobre uma relação disfuncional e doentia entre uma mãe e uma filha.

Pela Gradiva sai este mês “Em que crê quem não crê”, um pequeno livro que reúne a correspondência trocada entre Umberto Eco e o cardeal Carlo Maria Martíni, através das páginas do jornal italiano Liberal, entre março de 1995 e março de 1996, na qual discutiram, com tolerância exemplar e liberdade dialética, os valores fundamentais do homem contemporâneo, a perspetiva dos apocalipses, as tradições religiosas e o senso comum, além das restrições impostas às mulheres.

A editora Guerra & Paz vai publicar o ensaio “Este Vírus Que Nos Enlouquece”, do escritor francês Bernard-Henri Lévy, e uma nova edição do “Sermão de Santo António aos Peixes”, do Padre António Vieira, associando-se assim “ao debate plural e à necessidade de preservar o património histórico e literário” da figura de Padre António Vieira, o pregador jesuíta perseguido pela Inquisição e que os colonos quiseram foram do Brasil, “em defesa do rigor histórico e do património universal” que este representa.

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