O autor é o convidado da edição especial do Programa Educativo Escola, Museu e Território, realizado pelo Museu da Língua Portuguesa, e do Programa Prazer em Ler, realizado pelo Itaú Social.

No encontro, Mia Couto vai falar sobre sua trajetória como escritor e também sobre as suas obras.

Num comunicado divulgado ontem, os organizadores do evento destacaram que "o Programa Educativo Escola, Museu e Território do Museu da Língua Portuguesa é composto por um conjunto de ações que rearticulam o diálogo com jovens, educadores e vizinhos, antes mesmo da reinauguração do museu".

Fechado desde dezembro de 2015 após ter sido atingido por um grande incêndio, o Museu da Língua Portuguesa mantém programação cultura e exposições itinerantes. Sua reinauguração está prevista para acontecer no primeiro semestre de 2020.

Autor de mais de 30 livros, Mia Couto vai publicar um novo título, em outubro, "O Universo num Grão de Areia", coletânea de "textos de intervenção cívica", que recolhe textos publicados em diversos meios de comunicação social e escritos para diferentes audiências e situações, abordando "temas que vão da política à literatura e da cultura à antropologia e biologia", anunciou a editorial portuguesa Caminho, do Grupo Leya, na semana passada.

A publicação de "O Universo num Grão de Areia" acontece cerca de um mês após o aparecimento de “O Terrorista Elegante", na Quetzal Editores, do grupo Bertrand, que reúne o escritor moçambicano ao angolano José Eduardo Agualusa, em três novelas curtas, “cheias de humor e ‘suspense’”.

Mia Couto, nascido em Moçambique em 1955, tem publicada obra em poesia, conto, crónica e romance.

Prémio Camões em 2013, é autor, entre outros, de "Jerusalém", "O Último Voo do Flamingo", "Vozes Anoitecidas", "Estórias Abensonhadas", "A Varanda do Frangipani", "A Confissão da Leoa" e "Terra Sonâmbula", que marcou a sua estreia no romance, em 1992, tendo sido eleito "um dos doze melhores livros africanos do século XX", pela Feira Internacional do Livro do Zimbabué.

Para os mais novos escreveu títulos como "A Chuva Pasmada", "O Outro Pé da Sereia" e "A água e a águia".

O mais recente romance de Mia Couto é “O Bebedor de Horizontes”, de 2017, terceiro volume da trilogia “As areias do imperador”, que sucedeu a “Mulheres de cinza” (2015) e “A espada e a azagaia” (2016).

No final do ano passado, estreou a peça de teatro “Netos de Gungunhana”, com a companhia portuguesa O Bando.

Além do Prémio Camões Mia Couto recebeu, entre outros, o Prémio Eduardo Lourenço, em 2011, o Prémio União Latina de Literaturas Românicas em 2007, e o Prémio Vergílio Ferreira, em 1999, atribuídos pelo conjunto da sua obra.

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