Steiner, que nasceu em Paris em 1929, marcou a crítica literária no século XX, com mais de 30 anos a escrever para a revista New Yorker e várias obras de literatura comparativa sobre autores como Tolstoi e Dostoievski, bem como ensaios e ficção literária.

Os pais de Steiner eram judeus austríacos que saíram do seu país em 1924 para escapar ao crescimento do nacional-socialismo, que também os levou a emigrar novamente de Paris para Nova Iorque em 1940.

O nazismo e o Holocausto foram temas dominantes na obra de George Steiner, que viveu fascinado com a linguagem e com o poder da literatura a par da sua impotência face a acontecimentos como o extermínio dos judeus durante a II Guerra Mundial.

"Espanta-me, por ingénuo que possa parecer às pessoas, que se possa usar a linguagem para amar, construir, perdoar, mas também para torturar, para odiar, para destruir e para aniquilar", afirmou em 1990 em palestras na Universidade de Glasgow (Escócia) vertidas em livro.

George Steiner foi professor nas universidades de Princeton, Cambridge, Genebra, Oxford e Harvard.

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