A ópera versa sobre o Massacre de Mueda (16 de Junho de 1960), um dos últimos episódios da resistência dos moçambicanos face à dominação colonial portuguesa, antes do início da luta armada de libertação do país a 25 de Setembro de 1964 e que culminou com a independência de Moçambique a 25 de Junho de 1975.

"Perto de 600 moçambicanos morreram neste massacre e, por isso, trata-se de um marco da nossa história", observou Feliciano de Castro, acrescentando que até agora este episódio da história de Moçambique é somente vista em livros.

A ópera surgiu como um exercício académico na Universidade Eduardo Mondlane, quando Feliciano de Castro, que hoje é diretor do departamento de Música na mesma instituição de ensino, era estudante.

Pedro Tinga, outro co-autor da obra, personagem e instrumentalista, afirmou que foi "um desafio porque a história em si é carregada de simbolismo" entre os moçambicanos.

"O que se tenta contar é o drama em si. É o que o povo estava a passar naquela altura e o sentimento que o povo carregava", concluiu Pedro Tinga.

Além da Universidade Eduardo Mondlane, a ópera é apoiada pela embaixada da Argentina em Moçambique e pelo banco Millennium Bim.

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