"É um teatro demonstrativo e que tem nas pessoas com poucos recursos o seu principal alvo", disse à Lusa, Ernesto Langa, um dos jovens organizadores da iniciativa.

As peças teatrais são apresentadas em "cenários alternativos" e os atores e dramaturgos vão tentar "aproveitar estes espaços de forma inteligente".

"Queremos levar o teatro ao povo", acrescentou o jovem ator, que lembra que o número de casas de teatro em Moçambique ainda é muito baixo e este tipo de iniciativas pode motivar o surgimento de novos intérpretes.

Nesta primeira edição, a temática, segundo Ernesto Langa, será maioritariamente educativa, procurando transmitir valores à juventude dos subúrbios da capital moçambicano.

"Queremos usar o teatro para mudar mentalidades e educar a sociedade, principalmente os jovens", acrescentou, lembrando que "não há entradas nem bilhetes, o espaço é aberto a todos os amantes das artes cénicas".

As apresentações vão decorrer durante cinco dias nos bairros das Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM) e Mavalane, na capital moçambicana, entre as 18:00 e as 18:30.

Entre os grupos que vão atuar, destacam-se "Teatro em Casa", "Ximbitana", "Tchivirica" e "Makherinho".

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