'Txilar' é o antídoto dos moçambicanos, para as situações difíceis da vida. Pelo menos é o que se espera quando alguma entidade organiza um espectáculo que se pretende de  grande envergadura.

Depois do anúncio de 260 meticais no aumento do salário mínimo, em algumas áreas do sector público, o 'txiling', pelo seu efeito 'anestésico, era esperado pelos habitantes da Pérola do Índico em dose multiplicada e ao Festival de Zouk cabia a missão de imbutir o 'feeling' aos espectadores.

É normal, em Moçambique, marcar o início de um evento para certo período, e o mesmo iniciar uma hora mais tarde, mas o cenário torna-se preocupante quando o atraso registado ultrapassa mais de 4 horas. Conclui-se, sem ciência, que algo não está bem.

O habitual ´baile´ aos jornalistas não faltou e desta vez nem os ´graúdos´ escaparam. André Manhiça teve de ficar defronte ao portão durante cerca de hora e meia, a espera que um dos responsáveis da produção lhe permitisse a entrar no recinto, com as respectivas credenciais. Em vários momentos, foi possível notar desagrado e impaciência do apresentador enquanto esperava um solução.

o mesmo sucedeu ao Sérgio Faife, que de tanto esperar, acabou enconstando-se a uma das paredes do Campo, como se estivesse perdido.

Enquanto o atraso procurava bater recordes, nem um Dj para animar o público, ficando os espectadores à conversa entre si. Apelou-se à paciência dos moçambicanos.

A primeira actuação da noite só viria a iniciar as 22 horas e 15 minutos, com Gasso a exibir uma performance de se lhe tirar o chapéu, resgatando a animação do público, que, provavelmente, se perdera no portão, por tudo quanto relatamos.

Aliás, uma animação que não se voltaria a perder tal era o alinhamento dos artistas.

Depois de Gasso, foi a vez de Mimae levar o público ao delírio, uma acção continuada a seguir por Twenty Fingers e pelos angolanos Filho de Zua e Cef e Djodje.

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