O número 193 da Rua de São Bento, em Lisboa, foi a casa que Amália Rodrigues escolheu para viver durante 44 anos, até à sua morte, em outubro de 1999. Durante mais de quatro décadas, a fadista recebeu na sua sala de estar amigos, colegas e desconhecidos que seguiam o seu trabalho. Hoje, a casa continua de portas abertas e a receber admiradores de todo o mundo e foi transformada em Casa Museu, tal como Amália desejava.

Para celebrar o centenário de Amália Rodrigues, o presidente da Fundação Amália Rodrigues, Vicente Rodrigues, recebeu e guiou o SAPO Mag por uma visita pelos cantos e recantos da casa da artista.

Veja a reportagem no vídeo:

Em cada divisão, em cada mesa ou parede, há uma história para ser contada - do xaile negro aos chás favoritos de Amália, passando pelas guitarra sobre o piano ou pela coleção de livros, todas as peças revelam e recordam momentos da vida da fadista, muito para lá dos palcos, como frisa o presidente da Fundação.

O Chico, o último papagaio de Amália Rodrigues, conta já com quase 30 anos, e continua a encantar todos os que visitam a casa de Amália. E, entre visitas, lá solta algumas palavras, como "chama Amália" ou Caruso, nome do cão da fadista.

A Casa Museu Amália Rodrigues foi inaugurada a 24 de julho de 2001, cumprindo um dos principais desejos da artista: "abrir a sua casa ao público e partilhar, com este, o seu lado mais pessoal e íntimo", frisa a Fundação. "De facto, aqui, faz-se uma verdadeira viagem à vida de Amália Rodrigues e recria-se o seu dia a dia: podem ver-se os seus vestidos e jóias de palco, os balandraus que usava por casa e outros objetos pessoais, os seus prémios e honras, as suas memória", descreve o texto de apresentação da Casa Museu.

A Casa Museu está aberta todos os dias à exceção de segundas-feiras e feriados. Durante a visita, todas as medidas de segurança recomendadas pela Direção Geral da Saúde e higienizarão são respeitadas.

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