Começou por repudiar a cultura de ostentação e materialismo e a forma desrespeitosa com que são tratadas as mulheres, na indústria cultural. “Peço desculpas por toda a futilidade que temos vindo a espalhar, sobretudo pela degradação verbal contra as mulheres”, disse.

Bem ao seu estilo, inspirado na revolução, Valete fez da sua actuação na oitava edição do festival Azgo, uma exaltação ao hip-hop lusófono, cabendo na sua performance uma homenagem aos maiores protagonistas do movimento, com destaque para os Black Company, General D, Sam The Kid, Allen Hallowen, Dealema, Djamal, Boss AC, Gabriel o Pensador, MC Kappa, Azagaia e Gpro Fam.

A música “Poder” deu início à actuação do artista, num repertório que recordou os hits 10 anos, 'Mulher que Deus amou', 'Os Melhores Anos', 'Subúrbios', '115', 'Fim da Ditadura' e 'Roleta Russa'.

Acompanhado pelo amigo, Bonus, membro do grupo 115, Valete concentrou a energia do público, que com ele vibrou do início ao fim do ´show´.

Pudera, o rapper ainda trouxe ao palco o moçambicano Duas Caras, para recordar “Cara Boss”, um hit que dominou as playlists em Moçambique no ano 2010. “The Greatter” ainda teve alguns minutos para receber o calor do público, com a música “Vale do Rei”.

A “cereja do bolo” seria a presença em palco de Azagaia para cantar o bastante conhecido “Alternativos”, tema que não cantavam juntos “há mais de 10 anos”, segundo Valete.

Num só caminho, com permissão de Valete, Azagaia colocou o “Povo no Poder”, fazendo parecer que a actuação dos artistas foi pensada para enrouquecer as vozes dos presentes, a considerar pela maneira como vibravam.

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