As dúvidas sobre onde se irá realizar a edição de 2019 do Festival da Eurovisão da Canção continuam. Apesar de Israel ter vencido o concurso este ano, o evento poderá ter lugar noutro país.

Esta quinta-feira, 7 de junho, a ministra da Cultura de Israel, Miri Regev, deixou claro que se o festival não se realizar em Jerusalém, não se deverá optar por outra cidade israelita. As declarações surgiram depois da organização, a EBU, ter pedido que o evento se realizasse  em território neutro.

"Caso a Eurovisão não seja em Jerusalém, não é correto recebê-la em Israel", disse ao Times of Israel. "Se a Eurovisão não for feita em Jerusalém, não me parece correto gastar 50 milhões de shekels (12 milhões de euros) de investimento público“, afirmou a ministra, sublinhando que "o Estado de Israel tem uma capital, chama-se Jerusalém, e nós não devemos ter vergonha disso".

Já o ministro das Comunicações tem uma opinião diferente. "Quero aqui deixar claro que (...) o Governo - e eu próprio, pessoalmente - não tem quaisquer objectivos políticos na competição. O Festival irá realizar-se em Israel. Não deixarei qualquer funcionário prejudicar o modo de decisão da Eurovisão", frisou Ayoub Kara.

O site israelita Walla  avança ainda que um responsável da EBU afirmou que as cidades de Jerusalém, Eilat, Tel Aviv e Haifa estão na lista para receber o evento no próximo ano.

O concurso da Eurovisão já se realizou em Israel nos anos de 1979 e 1999.

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