O cantor e compositor Pablo Martins, um dos criadores da 1 Kilo, coletivo e editora independente de rap brasileira, lançou recentemente o tema "Vai Além", o "primeiro fruto do projeto 'Água Salgada', que une o artista a importantes nomes da cena rap no sul do país".

Em conversa com o SAPO Mag, o artista brasileiro explica que a canção nasceu da sua forte ligação com o sul do Brasil. "O meu pai é de Santa Catarina e desde criança que vou passar férias lá. Ao longo do tempo, fui criando relações com artistas e produtores de lá", recorda.

"Este single é, na verdade, é a minha primeira ação deste meu novo projeto para o sul do país - não será só para o sul, mas começa no sul. O objetivo é aumentar o mercado para MCs do sul", explica Pablo Martins, relembrando que o tema "Vai Além" foi criado em parceria com os MCs PD, Marcílio Filho, Pedrin, Kalango e o DJ Coala.

"Venho de uma área bem MPB (Música Popular Brasileira), de R&B, soul... e gosto muito de rock, de hip-hop e de reggae", conta o músico. "Ouço muita coisa que me inspira e há outras artes que me inspiram, tanto a obra como artistas. O meu processo de criação de canções é, quase sempre, ligado a uma obra, a um momento, a uma vivência pessoal ou a uma história", explica.

Em entrevista ao SAPO Mag, Pablo Martins relembra ainda que a música esteve sempre presente na sua vida. "A minha ligação à música começou graças à minha família, que sempre trabalhou com música. O meu pai sempre trabalhou no mundo da música... e desde pequeno que estou no meio desse ambiente, em estúdios, em concertos. Então, a minha ligação à música começou em criança", lembra.

"Comecei a participar em gravações muito cedo, aos cinco ou seis anos, num coro infantil. E acho que a partir dos 10, 12 anos, decidi ter uma banda, aprender a tocar um instrumento e começar a viver da música", conta o artista brasileiro. "Até aos 17 anos, tive uma banda e era uma coisa muito local, a internet ainda não tinha tanto poder. Com a chegada da internet, decidi lançar o meu álbum a solo e muito virado para o MPB e a partir daí comecei a pensar em fazer um movimento nacional e comecei a integrar o rap, o movimento hip-hop... e aí começou a proporção nacional", acrescenta.

"A dimensão musical no Brasil é muito grande, temos sempre músicas a explodir e fazer muito sucesso em todas as regiões do país (...) Temos diferentes culturas e a internet possibilitou que conhecêssemos cada canto do país e sinto que cada vez está melhor, no sentido em que temos cada vez mais acesso e há mais gente a conseguir mostrar o sue trabalho", explica.

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