O elogio foi feito na manhã de hoje, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, onde decorreu a conferência de imprensa da 8ª edição do Festival Azgo, agendado para este sábado no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo.

“É pela segunda vez que estou em Moçambique e estou satisfeito por se ter incluído o hip-hop num festival como o Azgo. Penso que faz todo o sentido porque Moçambique é dos melhores países produtores e consumidores do rap na lusofonia”, elogiou o rapper.

Instado a falar sobre o estado actual do hip-hop, sem hesitar, Valete considerou que o rap está a cair no abismo – “O rap está a tomar um caminho perigoso. Questões como homofobia, sexismo, por exemplo, não estão a ser abordadas para consciencialização da sociedade”.

Valete, vindo directamente de Portugal, foi também instado pela imprensa moçambicana a falar do impacto das suas letras na sociedade, se sente que a sua mensagem está a ser compreendida por um número considerável dos consumidores das suas obras. O rapper diz estar ciente de que, infelizmente, não é compreendido por todos, mas que se conseguir chegar a duas ou três pessoas, já é um bom passo.

Importa recordar que o espectáculo do Festival Azgo está agendado para este sábado, dia 19, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane. Em palco vão desfilar artistas nacionais e internacionais vindos de Angola, Cabo-verde, Brasil e África do Sul.

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