Em entrevista ao SAPO, o cantor explica que não há motivos para cantores de diferentes países se digladiarem sobre as raízes da Kizomba. “Não devemos brigar. Se [dizem que] a Kizomba vem de Angola… então vem de Angola. Mas a minha música vem de Cabo Verde”, dispara.

“E o que é que pensei? Vou mostrar às pessoas que não há guerra, que nós todos somos irmãos! Daí ter feito este CD, o ‘Sem Fronteiras’, onde canto semba, onde canto em língua portuguesa, o dialeto de Cabo Verde, em francês e inglês, e até zulu.” Em suma, “a música não tem fronteiras”, salienta.

Natural da ilha de São Vicente, o artista, que foi viver para a Holanda ainda muito novo, acabou por dar nas vistas com a banda Splash, tendo lançado o seu primeiro álbum, ‘Sonhos’, em 2001. Ao todo, foram quase 20 anos de carreira, ao longo das quais teve de se “adaptar”, e é por isso, diz, que a música que faz ainda hoje é relevante.

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