Nesta sala de cinema de Los Angeles, construída em 1922 e onde aconteceu a primeira pré-estreia da história cinematográfica, a Netflix fará as suas estreias, projeções e eventos especiais.

"O Egyptian Theater representa uma parte incrível da história de Hollywood e foi preservado pela comunidade cinematográfica de Los Angeles por quase um século", diz o diretor da Netflix, Scott Stuber, em comunicado divulgado esta sexta-feira.

A empresa, que não revelou o montante do investimento, irá administrar o local com a ONG American Cinematheque, que comprou o teatro, deteriorado, a autoridades da cidade em 1996 e o reformou dois anos depois.

A Netflix investiu milhares de milhões de dólares nos últimos anos para atrair os maiores talentos da indústria cinematográfica e financiar grandes campanhas na temporada de prémios, ofuscando os estúdios tradicionais com títulos como "Roma" e "O Irlandês".

No ano passado, a gigante do streaming anunciou que usaria o histórico teatro Paris, de Nova Iorque, fechado meses antes, para eventos e projeções especiais. Estas aquisições são vistas como parte da estratégia da empresa na sua disputa com as grandes redes de cinema e os estúdios de Hollywood, já que, com excepção deste ano de pandemia, para serem nomeados aos Óscares, os filmes têm de ser exibidos numa sala de cinema de Los Angeles.

O período tradicional para que um filme seja exibido exclusivamente nos cinemas é de 90 dias, mas a Netflix e outras gigantes do streaming exibem-nos em cinemas selecionados por um tempo menor antes de os lançar nas suas plataformas.

"O amor pelo cinema é indissociável da história e identidade de Los Angeles", disse o mayor Eric Garcetti. "Estamos a trabalhar para que o público possa voltar aos cinemas, e esta associação extraordinária manterá uma peça importante da nossa herança cultural, que poderá ser desfrutada nos próximos anos", acrescentou.

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